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Justiça autoriza a penhora de imóveis de dirigentes do Bota em área nobre do Rio

Carlos Eduardo Pereira e Nelson Mufarrej eleições Botafogo

A insatisfação declarada do presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, com as decisões recentes da Justiça do Trabalho em ações contra o clube tem um motivo específico. Antes do início do recesso forense, no dia 19 de dezembro, a juíza Elisabeth Borges, da 74ª Vara do Trabalho, autorizou a penhora de dois imóveis na zona sul do Rio de Janeiro – a área mais nobre da cidade -, sendo um de Pereira e o outro do vice geral alvinegro, Nelson Mufarrej Filho. Um dos imóveis fica na Avenida Epitácio Pessoa, via que circula a Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos cartões postais da cidade, e o outro na Rua Visconde Silva, no bairro de Botafogo. Ainda cabe recurso.

Pereira e Mufarrej são gestores legais da Cia. Botafogo S/A, alvo de ação trabalhista do volante Túlio. O valor histórico da ação, ainda a ser corrigido, é de R$ 1,2 milhão, de acordo com o advogado de Túlio, Theotonio Chermont de Brito. Chegou a ser oferecido para penhora pela Cia. Botafogo S/A um imóvel no Mourisco, mas o advogado recusou alegando que já há muitas penhoras sobre o bem.

– O procedimento adotado pela juíza encontra-se completamente dentro da legalidade. Ao desconsiderar a personalidade jurídica de sociedade anônima com capital fechado, caso da Cia. Botafogo – que não tem bens em seu nome ou dinheiro em conta corrente – direcionou a execução para os seus gestores (administradores), fato bem corriqueiro na Justiça do Trabalho. Nada de anormal – defendeu Chermont de Britto.

Em entrevista publicada no último dia 13 pelo GloboEsporte.com, Carlos Eduardo Pereira comentou a situação:

– Eu continuo com problemas. Eu e o vice-geral (Nelson Mustafej), em uma dessas ações surreais da Vara do Trabalho. Não contratamos o jogador (Túlio Guerreiro), não foi na nossa gestão, o caso foi em 2008, e quem está com a conta bloqueada sou eu. Agora piorou. Se já não bastasse a minha conta, bloquearam meus bens. Do meu e do Nelson. A última decisão da juiz beira a insanidade. Ela admitiu que o Túlio Guerreiro tem que estar no Ato Trabalhista, mandou ele para o Ato, mas ao mesmo tempo mandou continuar a execução contra nós. Não dá para entender. E nós estamos equacionando as dívidas há dois anos rigorosamente em dia. A partir desse ano vamos passar a pagar quase R$ 1,7 milhão por mês. Nada da nossa gestão. Tudo do passado. A fila está andando. O que falta?

Veja a íntegra da decisão da juíza Elisabeth Borges no dia 19 de dezembro:

Justiça autoriza penhora de imóveis de dirigentes do Botafogo

http://globoesporte.globo.com/blogs/especial-blog/bastidores-fc/post/justica-autoriza-penhora-de-imoveis-de-dirigentes-do-bota-em-area-nobre-do-rio.html

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